TERRA - SOL - LUA - ESTRELAS: 2026 expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>
"Debaixo e dentro de todas as aparências ou manifestações exteriores, sempre houve uma Realidade Substancial. Esta é a lei."
(Caibalion)

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Correntes Filosóficas

 ★ Existencialismo

É a crença de que o Universo não dá um propósito pré-definido. Em vez disso, nós somos responsáveis por criar nosso próprio significado por meio de escolhas que fazemos e das ações que realizamos. 
Esse tipo de liberdade pode ser assustador e a maioria das pessoas buscam um atalho para sentir que suas vidas importam. Esse atalho é a religião.

O existencialismo se divide em duas vertentes: o ateísta, defendido por Saartre, que nega a existência de Deus; e o cristão, proposto por Kierkegaard, que vê a fé como essencial para a realização humana. Ambos os tipos compartilham o foco na individualidade e autenticidade, mas divergem em suas bases religiosas e implicações para a liberdade e o significado da vida.

Filósofos existencialistas

Entre os filósofos mais proeminentes estão Jean-Paul Sartre, Soren Kierkegaard, Friedrich Nietzche, Martin Heidegger e Gabriel Marcel.. Cada um contribuiu com perspectivas distintas, mas todos compartilhavam o interesse pelo ser humano e pelas questões existenciais.

slideshare

( https://brasilescola.uol.com.br - filosofia )

★ Estoicismo

É uma doutrina filosófica fundamentada nas leis da natureza. Para os estoicos, a perfeição humana estava fundamentada na ideia de que os seres humanos estão ligados à natureza. Assim, devem negar seus desejos para a realização de uma vontade guiada pela razão em conformidade com essa natureza.

A escola estoica influenciou o desenvolvimento do Cristianismo a partir do conceito de providência, há uma razão universal divina que regula tudo o que existe. A aceitação dessa providência, para os estoicos, fica a cargo da vontade orientada pela razão e a união do indivíduo com a natureza. Já para a doutrina cristã, dependia a abdicação do pecado e da vida devotada à fé e a ligação do indivíduo com Deus.

Filósofos estoicos

Os principais representantes do estoicismo foram: Cleontes de Assos, Crisipo de Solis, Panécio de Rodes, Posidónio de Apameia, Epiteto, Sêneca, Marco Aurélio.

Magnific

Diferença entre Estoicismo e Epicurismo

Essas duas correntes se diferem em alguns aspectos. O Estoicismo, baseado numa ética rigorosa de acordo com as leis da natureza, assegurava que o universo era governado por uma razão universal divina (Logos Divino).
O Epicurismo, fundado pelo filósofo grego Epicuro, possui uma vertente relacionada ao Hedonismo, portanto à busca dos prazeres terrenos, desde a amizade, o amor, o sexo e os bens materiais.

Para os estoicos a alma deveria ser cultivada, enquanto os epicuristas não acreditavam na reencarnação. Por fim, para os estoicos a virtude representava o único bem do homem e o mais importante, enquanto o epicurismo estava apoiado nos prazeres.

★Hedonismo

O Hedonismo consiste em uma doutrina moral em que a busca pelo prazer é o único propósito da vida. Como filosofia, o hedonismo surgiu na Grécia e teve Epicuro e Aristipo de Cirene como alguns dos nomes mais importantes.

O hedonismo determina que o bem supremo, ou seja, o fim último da ação, é o prazer. Neste caso, o prazer significa algo mais que o prazer sensual. Em muitas ocasiões o hedonismo é confundido com o epicurismo. 

O epicurismo tem como um dos objetivos a ausência da dor, e assim o prazer tem um papel mais passivo e o individuo deve renunciar a coisas que possam originar dor e sofrimento. No caso do hedonismo, a busca pelo prazer é aconselhada intensamente, levando também em conta os prazeres sexuais. Epicuro criou o epicurismo visando aperfeiçoar o hedonismo

Hedonismo ético e psicológico

O hedonismo psicológico tem como fundamento a noção que em todas as ações, o ser humano tem a intenção de obter prazer e menos sofrimento. O hedonismo ético tem como princípio o fato de o homem contemplar o prazer e os bens materiais como as coisas mais importantes das suas vidas.

grupo escolar
( significados.com.br/hedonismo )

★Niilismo

Niilismo é uma corrente filosófica que tem como base a ideia de que a vida não possui um sentido objetivo, nem valores ou verdades universais intrínsecos. Derivado latim nihil, significa nada, essa corrente questiona e até mesmo nega as bases já estabelecidas que sustentam a nossa realidade, como crenças, valores e verdades.

Os três nomes fundamentais do niilismo: Friedrich Nietzsche, Arthur Schopenhauer e Emil Cioran. Segundo Nietzsche, o niilismo não era uma doutrina a ser seguida, mas um sintoma da morte dos antigos valores, sobretudo os da religião e da moral vigentes, que por séculos sustentaram o pensamento ocidental.

mgtow.tv

Há diferentes tipos de niilismo: o niilismo ativo, o passivo, moral, existencial e político


O niilismo ativo foi proposto por Nietzsche, ele dizia que o niilismo é tanto força destrutiva quanto uma força criadora. Sendo assim, abriu espaço para o que o indivíduo criasse seus próprios significados, assumindo a responsabilidade de viver sem garantias.

Quando Nietzsche declarou "Deus está morto", ele não negou a fé propriamente dita, mas indicou que algo estava desestabilizando o sistema de crenças absolutas da época.

O niilismo passivo se aproxima da filosofia de Schopenhauer, uma vez que ele descreve uma realidade pessimista, na qual o melhor caminho seria a renúncia aos desejos, à vontade e até ao próprio querer viver. Para ele Deus seria indiferente ao bem-estar dos indivíduos, seria uma ilusão metafísica e psicológica.

O niilismo existencial de Emil Cioran, um filósofo francês do século XX, era uma compreensão e aceitação da ausência de sentido. Em vez de soluções, ele trazia, a partir de um humor ácido e uma lucidez dura, o desconforto de se viver em um mundo sem um propósito. Colocava-se confortável no desespero do mundo, fazendo do vazio um lugar para se estar.

O niilismo moral afirma que não existem valores morais objetivos ou universais; o bem e o mal são construções. Tudo é relativo ou construído.

O niilismo político rejeita a legitimidade de instituições políticas, sociais e governamentais. Desconfiança radical em relação a todas as formas de governo ou organização política.

O niilismo esteve presente em várias esferas da sociedade, como na arte e na cultura. Nesses espaços ele refletia a crise dos valores tradicionais e a busca por sentido diante do vazio existencial.














sexta-feira, 31 de julho de 2026

Os Irmãos Karamázov

 Os Irmãos Karamázov é o último e mais complexo romance do escritor russo Fiódor Dostoiévski, publicado em 1880. A história gira em torno do assassinato de Fiódor Karamazov, um pai vulgar, ganancioso e cruel. Os principais suspeitos são seus filhos, cada um representando uma faceta diferente da psicologia e da busca humana por significado.

Os Personagens Principais

  • Dmitri (Mítia): o irmão mais velho. É guiado pela paixão, impulsividade e emoção. Entra em conflito direto com o pai por dinheiro e pelo amor da mesma mulher (Grúchenka).
  • Ivan: o irmão do meio. É o intelectual, racional e cético. Ele questiona a existência de Deus e o sofrimento humano, sendo o autor do famoso poema "O Grande Inquisidor."
  • Aliocha: o irmão caçula. É um noviço no mosteiro, guiado pela fé, bondade e amor ao próximo. Ele atua como pacificador da família.
  • Smerdiakov: o suposto filho ilegítimo de Fiódor, que trabalha como servo na casa. É uma figura ressentida e influenciada pelas ideias niilista de Ivan.

Os Temas da Obra

- O livre-arbítrio e a moral: a premissa de que se eus não existe, tudo é permitido ( atribuída a Ivan).

- Parricídio: o assassinato do pai serve como metáfora para a revolta contra a autoridade, a tradição e o divino.

- Culpa coletiva: a udeia de que "todos somos culpados por tudo e por todos", defendida pelo mentor espiritual de Aliocha, o Zóssima.

- Sofrimento infantil: o dilema de como reconciliar a existência de um Deus bondoso com o sofrimento de crianças inocentes.

* O livro é uma obra-prima da literatura mundial, misturando um enredo de crime misterioso com profundas discussões sobre filosofia, religião e a moral humana...Fiódor Dostoiévski é considerado um dos maiores romancistas e pensadores da história, bem como um dos maiores psicólogos que já existiu. Nasceu em 11.11.1821 (Moscou) - faleceu em 09.02.1881 aos 59 anos de idade.

( Visão geral gerada por IA )

Dostoiévski - Os Irmãos Karamázov: Uma Análise Filosófica  ( Mentes e Maltes )






terça-feira, 13 de janeiro de 2026

O pensamento de Spinoza e sua contribuição na Filosofia

 Baruch Spinoza foi um filósofo cuja teoria era centrada na ideia de única substância (Deus/Natureza). Sua filosofia busca a liberdade através do conhecimento e da compreensão dos afetos, visando uma vida ética e feliz, criticava superstições e dogmas religiosos. Nasceu em Amsterdã: 24.11.1632 e faleceu em Haia: 21.02.1677, aos 44 anos, vítima de tuberculose.

Com trajetória marcada pela emigração da família judia de Portugal, que na época fugia do Tribunal do Santo Ofício (perseguição àqueles que não compartilhavam dos dogmas da Igreja Católica), apresentou desde cedo uma inquietação intelectual acerca do conceito de Deus, além do interesse sofisticado pelos estudos de teologia, línguas, filosofia e política.

alamy.com

Devido a tais pensamentos  "subversivos" e ao perfil irredutível do pensados, em 27 de julho de 1656, a Sinagoga Portuguesa de Amsterdã determinou que Spinoza sofresse o mais alto grau de punição dentro do judaísmo, o chamado "chérem", equivalente à excomunhão no catolicismo, que o punia pelo crime de ateísmo.

Isolado e excluído da comunidade judaica e com registros da família perseguida pelo movimento católico lusitano, Baruch Spinoza dedicou a sua jornada à formulação de teorias inovadoras. Escolheu uma vida simples, sem propriedades, tendo sobrevivido - segundo boatos - de doações de amigos e do ofício de polir lentes.

- As obras de Baruch Spinoza

  • Tratado da reforma do entendimento (1661) - neste livro inaugural, Spinoza expõe os alicerces do seu pensamento filosófico. A partir de sua própria experiência e existência, o autor constata e declara a condição humana como decepcionante, visto esta ser cercada por dúvidas, incertezas e falsidades.
  •  Princípios da filosofia de Descartes (1663) - a obra representa o esforço de Spinoza em tornar os princípios filosóficos de René Descartes mais acessíveis. Sendo que a doutrina de Descartes passou a considerar a autonomia da razão científica e subjetiva mais relevante do que a autoridade tradicional da crença religiosa, estava em voga na Holanda do século XVII, sendo uma das influências de Spinoza.
  • Tratado Teológico - político (1670) - nesta obra polêmica, Spinoza avalia a relação entre religião e política, colocando-se favorável a uma separação de tais esferas. Ele critica a superstição e o fanatismo religioso, enquanto defende a liberdade de pensamento.
  • Tratado político (1677) / texto incompleto, publicado postumamente - trata-se de uma extensão das ideias de Spinoza sobre política, com uma abordagem mais sistemática e profunda. Embora inacabado, o livro examina os fundamentos da organização política e natureza do poder. Para Spinoza, o bem-estar dos cidadãos deveria ser os objetivos principais de qualquer governo.

- Spinoza e seu conceito de Deus

Ele acreditava no "Deus sive Natura", que o Criador estava imerso e era a própria natureza. Explicou assim a natureza de Deus e suas propriedades: que ele existe necessariamente, que é único, que existe e age exclusivamente pela necessidade de sua natureza, que é causa livre de todas as coisas, que todas as coisas existem em Deus e dele dependem de tal maneira que não podem existir nem ser concebidas sem ele, que enfim, todas as coisas foram predeterminadas por Deus, não certamente pela liberdade de sua vontade, ou seja, por seu absoluto beneplácito, mas por sua natureza absoluta, por sua infinita potência.

Ao contrário do que abordavam as instituições do período, Spinoza retifica a proposta de um universo que se perfectibiliza por meio de uma única substância (Deus), infinita, não dependente de mais nada para existir, além de dotada de diversos atributos.

Em outras palavras, significa que o Deus de Spinoza é aquilo que existe por si só, sem motivações exteriores para se consagrar, da mesma forma que todo o mais existente faz parte e é essencialmente Deus.

Einstein e o Deus de Espinoza - @BritBrachaBrasil


- As contribuições de Spinoza para a Filosofia Moderna


Além de ser considerado um dos expoentes de racionalismo moderno, promoveu uma verdadeira ruptura com as concepções tradicionais de Deus, estado de natureza e da  relação entre a mente e o corpo.

A forma de estruturação de seu pensamento - matemática, geométrica, dedutiva e essencialmente racionalista, possibilitou a pavimentação de um caminho para a chamada filosofia das luzes. Por acreditar em uma composição de ética enquanto o desejo de uma vida guiada pela razão e pela busca da compreensão do mundo, atribuiu ao conhecimento uma das formas mais sublimes de contato com o divino.

A filosofia de Spinoza tem um papel fundamental na elaboração de uma vida com liberdade ética e política, distanciando-se do mundo da superstição, do medo, da alienação e do que é falso.