★ Existencialismo
É a crença de que o Universo não dá um propósito pré-definido. Em vez disso, nós somos responsáveis por criar nosso próprio significado por meio de escolhas que fazemos e das ações que realizamos.
Esse tipo de liberdade pode ser assustador e a maioria das pessoas buscam um atalho para sentir que suas vidas importam. Esse atalho é a religião.
O existencialismo se divide em duas vertentes: o ateísta, defendido por Saartre, que nega a existência de Deus; e o cristão, proposto por Kierkegaard, que vê a fé como essencial para a realização humana. Ambos os tipos compartilham o foco na individualidade e autenticidade, mas divergem em suas bases religiosas e implicações para a liberdade e o significado da vida.
Filósofos existencialistas
Entre os filósofos mais proeminentes estão Jean-Paul Sartre, Soren Kierkegaard, Friedrich Nietzche, Martin Heidegger e Gabriel Marcel.. Cada um contribuiu com perspectivas distintas, mas todos compartilhavam o interesse pelo ser humano e pelas questões existenciais.
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★ Estoicismo
É uma doutrina filosófica fundamentada nas leis da natureza. Para os estoicos, a perfeição humana estava fundamentada na ideia de que os seres humanos estão ligados à natureza. Assim, devem negar seus desejos para a realização de uma vontade guiada pela razão em conformidade com essa natureza.
A escola estoica influenciou o desenvolvimento do Cristianismo a partir do conceito de providência, há uma razão universal divina que regula tudo o que existe. A aceitação dessa providência, para os estoicos, fica a cargo da vontade orientada pela razão e a união do indivíduo com a natureza. Já para a doutrina cristã, dependia a abdicação do pecado e da vida devotada à fé e a ligação do indivíduo com Deus.
Filósofos estoicos
Os principais representantes do estoicismo foram: Cleontes de Assos, Crisipo de Solis, Panécio de Rodes, Posidónio de Apameia, Epiteto, Sêneca, Marco Aurélio.
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Diferença entre Estoicismo e Epicurismo
Essas duas correntes se diferem em alguns aspectos. O Estoicismo, baseado numa ética rigorosa de acordo com as leis da natureza, assegurava que o universo era governado por uma razão universal divina (Logos Divino).
O Epicurismo, fundado pelo filósofo grego Epicuro, possui uma vertente relacionada ao Hedonismo, portanto à busca dos prazeres terrenos, desde a amizade, o amor, o sexo e os bens materiais.
Para os estoicos a alma deveria ser cultivada, enquanto os epicuristas não acreditavam na reencarnação. Por fim, para os estoicos a virtude representava o único bem do homem e o mais importante, enquanto o epicurismo estava apoiado nos prazeres.
★Hedonismo
O Hedonismo consiste em uma doutrina moral em que a busca pelo prazer é o único propósito da vida. Como filosofia, o hedonismo surgiu na Grécia e teve Epicuro e Aristipo de Cirene como alguns dos nomes mais importantes.
O hedonismo determina que o bem supremo, ou seja, o fim último da ação, é o prazer. Neste caso, o prazer significa algo mais que o prazer sensual. Em muitas ocasiões o hedonismo é confundido com o epicurismo.
O epicurismo tem como um dos objetivos a ausência da dor, e assim o prazer tem um papel mais passivo e o individuo deve renunciar a coisas que possam originar dor e sofrimento. No caso do hedonismo, a busca pelo prazer é aconselhada intensamente, levando também em conta os prazeres sexuais. Epicuro criou o epicurismo visando aperfeiçoar o hedonismo
Hedonismo ético e psicológico
O hedonismo psicológico tem como fundamento a noção que em todas as ações, o ser humano tem a intenção de obter prazer e menos sofrimento. O hedonismo ético tem como princípio o fato de o homem contemplar o prazer e os bens materiais como as coisas mais importantes das suas vidas.
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( significados.com.br/hedonismo )
★Niilismo
Niilismo é uma corrente filosófica que tem como base a ideia de que a vida não possui um sentido objetivo, nem valores ou verdades universais intrínsecos. Derivado latim nihil, significa nada, essa corrente questiona e até mesmo nega as bases já estabelecidas que sustentam a nossa realidade, como crenças, valores e verdades.
Os três nomes fundamentais do niilismo: Friedrich Nietzsche, Arthur Schopenhauer e Emil Cioran. Segundo Nietzsche, o niilismo não era uma doutrina a ser seguida, mas um sintoma da morte dos antigos valores, sobretudo os da religião e da moral vigentes, que por séculos sustentaram o pensamento ocidental.
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Há diferentes tipos de niilismo: o niilismo ativo, o passivo, moral, existencial e político
O niilismo ativo foi proposto por Nietzsche, ele dizia que o niilismo é tanto força destrutiva quanto uma força criadora. Sendo assim, abriu espaço para o que o indivíduo criasse seus próprios significados, assumindo a responsabilidade de viver sem garantias.
Quando Nietzsche declarou "Deus está morto", ele não negou a fé propriamente dita, mas indicou que algo estava desestabilizando o sistema de crenças absolutas da época.
O niilismo passivo se aproxima da filosofia de Schopenhauer, uma vez que ele descreve uma realidade pessimista, na qual o melhor caminho seria a renúncia aos desejos, à vontade e até ao próprio querer viver. Para ele Deus seria indiferente ao bem-estar dos indivíduos, seria uma ilusão metafísica e psicológica.
O niilismo existencial de Emil Cioran, um filósofo francês do século XX, era uma compreensão e aceitação da ausência de sentido. Em vez de soluções, ele trazia, a partir de um humor ácido e uma lucidez dura, o desconforto de se viver em um mundo sem um propósito. Colocava-se confortável no desespero do mundo, fazendo do vazio um lugar para se estar.
O niilismo moral afirma que não existem valores morais objetivos ou universais; o bem e o mal são construções. Tudo é relativo ou construído.
O niilismo político rejeita a legitimidade de instituições políticas, sociais e governamentais. Desconfiança radical em relação a todas as formas de governo ou organização política.
O niilismo esteve presente em várias esferas da sociedade, como na arte e na cultura. Nesses espaços ele refletia a crise dos valores tradicionais e a busca por sentido diante do vazio existencial.



