TERRA - SOL - LUA - ESTRELAS: agosto 2026 expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>
"Debaixo e dentro de todas as aparências ou manifestações exteriores, sempre houve uma Realidade Substancial. Esta é a lei."
(Caibalion)

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Mulheres na Filosofia

 As mulheres sempre produziram e influenciaram a filosofia ao longo da história, mas muitas de suas obras foram silenciadas ou excluídas do cânone tradicional. O resgate dessas pensadoras revela uma rede rica de intelectuais em várias épocas, contestando o apagamento histórico e ampliando o debate acadêmico atual.

- Filósofas da Antiguidade e Idade Média

  • Aspásia de Mileto (séc. V a.C.) - ensinava retórica em Atenas e influenciou grandes pensadores, incluindo Sócrates.
  • Hipátia de Alexandria (c. 355-415 d.C.) - matemática, astrônoma e filósofa neoplatônica que lecionava publicamente.
  • Hipárquia de Moroneia (séc. IV a. C.) - filósofa cínica que desafiou as normas sociais e de gênero de sua época.
  • Hildegarda de Bingen ( 1098 - 1179) - mistica, teóloga e filósofa medieval que escreveu sobre cosmologia e a relação entre o ser humano e a natureza.
  • Cristina de Pisan (1364-1430) - Escritora e filósofa medieval, pioneira na defesa dos direitos das mulheres e crítica da misoginia da época.
@BásicodeFilosofia

- Pensadoras da Idade Moderna e Contemporaneidade

  • Olympe de Gouges (1748-1793) - ativista política e escritora, autora da Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã.
  • Edith Stein (1891-1942) - filósofa alemã de linha fenomenológica, discípula de Edmund Husserl.
  • Hannah Arendt (1906-1975) - uma das maiores teóricas políticas do século XX, conhecida por suas análises sobre o totalitarismo e a condição humana.
  • Simone de Beauvoir (1908-1986) - filósofa existencialista cujo trabalho fundamentou o feminismo moderno com o conceito de que não se nasce mulher, torna-se.
  • Elizabeth Anscombr (1919-2001) - nome fundamental da filosofia analítica e da ética contemporânea.

Iniciativas de Resgate

Enciclopédia Mulheres na Filosofia: um projeto brasileiro de divulgação científica mantido em parceria acadêmica que produz verbetes detalhados sobre pensadoras negligenciadas pela história tradicional. Você pode acompanhar as publicações oficiais no portal Enciclopédia Mulheres na Filosofia da Unicamp - busca resgatar nomes fundamentais desde a Antiguidade até a Contemporaneidade.

Filósofas brasileiras

As filósofas brasileiras têm desempenhado um papel fundamental na renovação do pensamento crítico, abordando temas como racismo, feminismo negro, política, ontologia e direitos sociais.

- Principais Nomes e Contribuições

  • Sueli Carneiro - doutora em Filosofia pela USP e fundadora do Geledés - Instituto da Mulher Negra, é uma das maiores referências do feminismo negro e do pensamento antirracista no Brasil.
  • Djamila Ribeiro - filósofa e escritora de grande projeção pública, autora de obras amplamente lidas como O que é lugar de fala? e Pequeno Manual Antirracista.
  • Marilena Chaui - historiadora d filosofia, professora em mérito da USP e autora de extensos estudos sobre a obra de Espinosa, política e ideologia no Brasil.
  • Lélia Gonzales - intelectual, política e ativista fundamental que cunhou noções cruciais sobre amefricanidade, racismo e sexismo na cultura brasileira.
  • Beatriz Nascimento - historiadora e pensadora cujas reflexões sobre quilombos, corpo e identidade negra redefiniram os estudos sociais e filosóficos no país.
(Visão gerada por IA)
Djamila Ribeiro by/Yara Frateschi: Brazilian Women Philosophers/Filósofas brasileiras








terça-feira, 4 de agosto de 2026

Correntes Filosóficas

 ★ Existencialismo

É a crença de que o Universo não dá um propósito pré-definido. Em vez disso, nós somos responsáveis por criar nosso próprio significado por meio de escolhas que fazemos e das ações que realizamos. 
Esse tipo de liberdade pode ser assustador e a maioria das pessoas buscam um atalho para sentir que suas vidas importam. Esse atalho é a religião.

O existencialismo se divide em duas vertentes: o ateísta, defendido por Saartre, que nega a existência de Deus; e o cristão, proposto por Kierkegaard, que vê a fé como essencial para a realização humana. Ambos os tipos compartilham o foco na individualidade e autenticidade, mas divergem em suas bases religiosas e implicações para a liberdade e o significado da vida.

Filósofos existencialistas

Entre os filósofos mais proeminentes estão Jean-Paul Sartre, Soren Kierkegaard, Friedrich Nietzche, Martin Heidegger e Gabriel Marcel.. Cada um contribuiu com perspectivas distintas, mas todos compartilhavam o interesse pelo ser humano e pelas questões existenciais.

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( https://brasilescola.uol.com.br - filosofia )

★ Estoicismo

É uma doutrina filosófica fundamentada nas leis da natureza. Para os estoicos, a perfeição humana estava fundamentada na ideia de que os seres humanos estão ligados à natureza. Assim, devem negar seus desejos para a realização de uma vontade guiada pela razão em conformidade com essa natureza.

A escola estoica influenciou o desenvolvimento do Cristianismo a partir do conceito de providência, há uma razão universal divina que regula tudo o que existe. A aceitação dessa providência, para os estoicos, fica a cargo da vontade orientada pela razão e a união do indivíduo com a natureza. Já para a doutrina cristã, dependia a abdicação do pecado e da vida devotada à fé e a ligação do indivíduo com Deus.

Filósofos estoicos

Os principais representantes do estoicismo foram: Cleontes de Assos, Crisipo de Solis, Panécio de Rodes, Posidónio de Apameia, Epiteto, Sêneca, Marco Aurélio.

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Diferença entre Estoicismo e Epicurismo

Essas duas correntes se diferem em alguns aspectos. O Estoicismo, baseado numa ética rigorosa de acordo com as leis da natureza, assegurava que o universo era governado por uma razão universal divina (Logos Divino).
O Epicurismo, fundado pelo filósofo grego Epicuro, possui uma vertente relacionada ao Hedonismo, portanto à busca dos prazeres terrenos, desde a amizade, o amor, o sexo e os bens materiais.

Para os estoicos a alma deveria ser cultivada, enquanto os epicuristas não acreditavam na reencarnação. Por fim, para os estoicos a virtude representava o único bem do homem e o mais importante, enquanto o epicurismo estava apoiado nos prazeres.

★Hedonismo

O Hedonismo consiste em uma doutrina moral em que a busca pelo prazer é o único propósito da vida. Como filosofia, o hedonismo surgiu na Grécia e teve Epicuro e Aristipo de Cirene como alguns dos nomes mais importantes.

O hedonismo determina que o bem supremo, ou seja, o fim último da ação, é o prazer. Neste caso, o prazer significa algo mais que o prazer sensual. Em muitas ocasiões o hedonismo é confundido com o epicurismo. 

O epicurismo tem como um dos objetivos a ausência da dor, e assim o prazer tem um papel mais passivo e o individuo deve renunciar a coisas que possam originar dor e sofrimento. No caso do hedonismo, a busca pelo prazer é aconselhada intensamente, levando também em conta os prazeres sexuais. Epicuro criou o epicurismo visando aperfeiçoar o hedonismo

Hedonismo ético e psicológico

O hedonismo psicológico tem como fundamento a noção que em todas as ações, o ser humano tem a intenção de obter prazer e menos sofrimento. O hedonismo ético tem como princípio o fato de o homem contemplar o prazer e os bens materiais como as coisas mais importantes das suas vidas.

grupo escolar
( significados.com.br/hedonismo )

★Niilismo

Niilismo é uma corrente filosófica que tem como base a ideia de que a vida não possui um sentido objetivo, nem valores ou verdades universais intrínsecos. Derivado latim nihil, significa nada, essa corrente questiona e até mesmo nega as bases já estabelecidas que sustentam a nossa realidade, como crenças, valores e verdades.

Os três nomes fundamentais do niilismo: Friedrich Nietzsche, Arthur Schopenhauer e Emil Cioran. Segundo Nietzsche, o niilismo não era uma doutrina a ser seguida, mas um sintoma da morte dos antigos valores, sobretudo os da religião e da moral vigentes, que por séculos sustentaram o pensamento ocidental.

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Há diferentes tipos de niilismo: o niilismo ativo, o passivo, moral, existencial e político


O niilismo ativo foi proposto por Nietzsche, ele dizia que o niilismo é tanto força destrutiva quanto uma força criadora. Sendo assim, abriu espaço para o que o indivíduo criasse seus próprios significados, assumindo a responsabilidade de viver sem garantias.

Quando Nietzsche declarou "Deus está morto", ele não negou a fé propriamente dita, mas indicou que algo estava desestabilizando o sistema de crenças absolutas da época.

O niilismo passivo se aproxima da filosofia de Schopenhauer, uma vez que ele descreve uma realidade pessimista, na qual o melhor caminho seria a renúncia aos desejos, à vontade e até ao próprio querer viver. Para ele Deus seria indiferente ao bem-estar dos indivíduos, seria uma ilusão metafísica e psicológica.

O niilismo existencial de Emil Cioran, um filósofo francês do século XX, era uma compreensão e aceitação da ausência de sentido. Em vez de soluções, ele trazia, a partir de um humor ácido e uma lucidez dura, o desconforto de se viver em um mundo sem um propósito. Colocava-se confortável no desespero do mundo, fazendo do vazio um lugar para se estar.

O niilismo moral afirma que não existem valores morais objetivos ou universais; o bem e o mal são construções. Tudo é relativo ou construído.

O niilismo político rejeita a legitimidade de instituições políticas, sociais e governamentais. Desconfiança radical em relação a todas as formas de governo ou organização política.

O niilismo esteve presente em várias esferas da sociedade, como na arte e na cultura. Nesses espaços ele refletia a crise dos valores tradicionais e a busca por sentido diante do vazio existencial.